Colégio Santo Antônio II





Por: Airton Engster dos Santos









AEPAN



Colégio Santo Antônio II


Irmã Nazaré e Os Canarinhos


Como vimos, em 1898 chegaram as irmãs que tiveram carinhosa recepção da população estrelense. Segundo crônica da Paróquia Santo Antônio as freiras chegaram e o colégio foi bento com o nome de Santo Antônio.
Nos dois primeiros anos as aulas eram ministradas em Língua Alemã e a partir daí, em Língua Portuguesa.
Muitos fatos e acontecimentos foram se sucedendo no Educandário de Estrela, situado na Rua Tiradentes n.º 401.
A aquisição do terreno em 1897 e construção do colégio; A chegada das irmãs em 1898; Ampliação do prédio em 1912; Inauguração da gruta de Nossa Senhora de Lourdes em 1921; O início do Jardim de Infância em 1927; Em 1950, do Curso Ginasial; Em 1954, o Curso Normal Ginasial; em 1963, O Curso Normal Colegial e, em 1968, O Curso Secundário Colegial; A construção do Ginásio; Da Biblioteca, Biblioteca Infantil, Audiovisual, Laboratório de Informática, Laboratório de Ciências Físicas e Biológicas; O ano Centenário com extensa programação; A Crise em 2005; A Superação em 2006 e assim segue o Colégio Santo Antônio na construção de sua história.
Muitas foram as pessoas, irmãs, professores, funcionários, alunos, pais e comunidade escolar em geral que tiveram papel preponderante na construção da instituição.
Porém, neste breve relato vamos lembrar da Irmã Nazaré – Maria Lutélia Ferreira – Cidadã Estrelense, que nasceu em março de 1923, em São Jerônimo.
Aos 68 anos de idade, Irmã Nazaré foi homenageada com o título de Cidadã Estrelense, pelo trabalho que realizou como orientadora educacional, que segundo ela, foi uma grande surpresa e uma forma de valorizar o serviço de todas as irmãs Franciscanas, que durante tantos anos estiveram a serviço da orientação educacional no Colégio Santo Antônio.
O título foi indicado pela então vereadora Belkis Carolina Calsa, e no dia 4 de outubro de 1991 foi passado a irmã Nazaré, no Santuário Santo Antônio. Irmã Nazaré disse que independentemente de ter recebido essa homenagem, já tinha seu coração em Estrela e já se sentia estrelense, pela amizade e pelo acolhimento do povo.
Também lembramos do Coral “Os Canarinhos do Colégio Santo Antônio”, formado por alunos do Educandário que gravou um LP em 1976, intitulado “O Eco Jovem do Vale”.
O Lado A do LP trás o seguinte repertório: Canção do Imigrante com música e letra da Irmã Paulina Birck; Sonho de Criança com música de Gerson de Carvalho e Letra da Equipe de professores do Colégio Santo Antônio; e Lado B: Estrela Cem Anos, com Música de Gerson de Carvalho e Letra de Maria Glacy de Moraes; Nosso Querido Santo Antônio, música de Gerson de Carvalho e letra da Equipe de professores do Colégio Santo Antônio.
O Coral tinha então como componentes os seguintes alunos: Anísio Renato Stein, Adriana Maria Feyh, César Henrique Mallmann, Cristina Friedrich, Edeli Eidelwein, Eleonor Janssen, Inês Maria Sulzbach, José Fernando Dresch, José Maurício Finkes, João Francisco Roolaart, João Carlos Britto, Mauricío Zart, Maria Regina Lenhard, Maria Regina Lenhard, Maria Inês Roolaart, Patrícia de Nazaré Fischer, Paulo Luiz Heinen, Germano Musskopf, Roque Tadeu Rucker, Suzana Maria Reckziegel e Vera Maria Diedrich.
O LP de “Os Canarinhos do Colégio Santo Antônio” foi gravado nos estúdios da ISAEC, em Porto Alegre.
Contou ainda com a participação de Gerson de Carvalho na Regência; Saxofone: Arnaldo Eidelwein e Jaime Sulzbach; Guitarra: Afonso Felzmann; Contrabaixo: José Roberto Lenhard; Bateria: Beno José dos Santos; Órgão: Irmã Paulina.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Fonte dos Dados: Nossa Revista (1991), exemplar número 2, de A GENTE Editores, Disco Os Canarinhos do Colégio Santo Antônio (1976) e Clipagem – Todos documentos do acervo da Aepan-ONG.

























Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Coluna Histórias da Nossa História
Matéria divulgada no Jornal Folha de Estrela