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O PODER DA PROPAGANDA
Sou apreciador de longa data das propagandas televisivas que utilizam a criatividade e o bom humor para atrair a atenção do eventuais telespectadores/consumidores. Nesse sentido, chama à atenção aquela que utiliza-se de um cachorro para anunciar as boas propriedades de determinada marca de veículo. Mas chama a atenção também, pelo mau gosto, aquela em que o cidadão, depois de receber uma carona de um condutor de determinada marca de veículo por estar sem combustível, resolve atear fogo no seu veículo por este não estar, nem de perto à altura daquele em que foi conduzido.
Tal comercial, além de pecar pelo mau gosto, transmite uma mensagem subliminar de consumismo desenfreado, de inveja, de descartar aquilo que ainda está bom. Afinal, o comercial dá a entender que o cidadão apenas ficou sem gasolina. Ora, não trata-se de um veículo com aparente defeito, mas apenas sem combustível. Seu proprietário/condutor após usufruir da carona num veículo “melhor” resolve atear fogo ao seu.
Assim como esta, somos bombardeados diuturnamente com apelos ao consumismo desenfreado, a valores que não são os melhores a serem cultivados. Talvez, muitos nem se dêem conta disso, das tais mensagens subliminares propostas em tais comerciais. Mas o fato é que, se não tivermos um senso crítico de valores, estes acabarão sendo inadvertidamente absorvidos por nós, por nossos filhos.
Então, seria melhor, em relação ao referido comercial de mau gosto, destacarmos a idéia de solidariedade no sentido daquele que proporciona uma carona àquele que encontra-se em situação de dificuldade(=sem combustível). Este o valor a ser destacado. Não o da inveja, do descarte daquilo que ainda pode servir a sua finalidade.
Assim, que saibamos sempre cultivarmos valores positivos e cristãos, tais como: solidariedade, paz, amor, fraternidade, sabendo separar o “joio do trigo”, isto é, aqueles valores que devem ser cultivados, daqueles que não, sob pena de tornarmo-nos meros autômatos da vontade da sociedade massificada.
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